Dores de estimação
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sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Enfadada
Cansada,
se joga na cama.
Pensa no que fará amanhã.
Lembra que não deve antecipar,
a senhora da noite
ainda não pariu
seu ultimo filho.
Pernas afastadas, soltas.
Sob elas,
Palavras grafadas.
Ao Tempo, ela não quer ler;
Procura no Desespaços
a
Palavra pirraça.
Sentada...
Ao seu lado ele chora.
Lagrimas que adubam espinhos,
Já podados pelo suave tempo.
Olhos rápidos
Anseiam por ajuda
Ecoa um grito de socorro
Vestido sobre abismo de ameaças.
Teus finos dedos já não tocam o meu desespero
O que me resta...
é fugir.
Mas pra onde?
Há grosso tempo me diluir em soluços.
Palavras
Minha, minhas.
Somente minhas elas não querem.
Cansadas, exaustas, trasbordam;
Fogem.
Quer ir?
Vá!
Já esgotei minha dor,
Não as necessito.
Hoje não me serves mais.
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